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Sem Querer Quero

O meu avô!

O meu avô faleceu a 22 de julho de 2011. 

Escrevi-lhe isto a 22 de Janeiro de 2013.

 

"Agarra-te aos fueiros" dizias tu. Eu digo-te, mesmo que Deus não exista, mesmo que não me consigas agarrar, tu exististe, existes, vives (apenas) dentro de mim - porque te deixei ir, porque não me deste hipótese - mas vives! Agarra-me como puderes que eu, tal como sempre, agarro-me à ideia de que nunca vais deixar de querer estar comigo e de sentir a minha falta!
Mas, AMIGO, porque foste sem um último sinal, um último adeus, uma última conversa? AGARRA-ME como sempre me agarraste e como se nunca tivesses partido! AGARRA-ME esta última vez e para toda a eternidade, que é com a eternidade que vives agora e de que o nosso laço é feito. Agarra-me com ou sem asas. Agarra-me para que eu nunca caía realmente mas sim suba sempre. Agarra-me para que vá caindo com uma mão sempre a levantar-me, vá caindo só para a vida me dar uma lição mas, levantando-me assim que possível, com a tua mão, com a tua força, com a tua vontade e energia ligada a mim. Agarra-me porque tu sempre disseste que eras o meu amigo e eu sempre soube que tu eras o meu maior abrigo! ...
Queria tanto um sinal de ti. Queria-te tanto aqui.