Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Sem Querer Quero

Estou a Cuidar-(me)

13
Mar20

Estou de baixa desde o dia 4 de Março e segundo o que me parece é para continuar...agora até quando não sei! Talvez tudo passe rápido, talvez não!
Peço apenas a quem me lê que se cuide física e psiquicamente - não só neste período mais complicado mas - sempre. É o que eu estou a tentar fazer. Cuidar-me. Cuidar-me para além de julgamentos, criticas gratuitas ou olhares desconfiados do "Mundo" em geral - aquele Mundo que ME/NOS rodeia. Cuidar-me em primeiro lugar. Sem pensar se vou ter dinheiro para tudo mas...a pensar, sobretudo, que se não tiver saúde não preciso de dinheiro para nada!

 

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio nos aproximou. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, a união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora. Milhões de desesperados: homens, mulheres, criancinhas, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que podem me ouvir eu digo: não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. Sei que os homens morrem, mas a liberdade não perecerá jamais.

Charles Chaplin

 

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.